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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Pelecaniformes
Família: Ardeidae
 Leach, 1820
Espécie: A. cinerea

Nome Científico

Ardea cinerea
Linnaeus, 1758

Nome em Inglês

Gray Heron


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Garça-moura-europeia

A garça-moura-europeia é uma ave ciconiiforme da família Ardeidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) ardea = garça; e do (latim) cinerea, cinis, cineris = da cor de cinzas, cinza. ⇒ Garça cor de cinza. Na mitologia romana, a cidade de Ardea capital de Rutuli foi arrasada, e das cinzas apareceu um pássaro magro sacudindo as cinzas de suas asas e proferindo prantos tristes.

Características

Mede entre 90 e 98 centímetros, com uma envergadura de 185 centímetros e peso de 1,6 a 2 quilos. Fronte, coroa e garganta brancas, com ampla faixa preta supra-ocular estendendo-se até a parte de trás da coroa e continuando-se como um penacho (totalmente desenvolvidas apenas durante a estação reprodutiva), pescoço branco-acinzentado com duas faixas pretas distintas quebradas ao longo da linha mediana, parte superior das costas cinza pálida e parte inferior do pescoço e parte inferior das costas cinza-azuladas. Primárias escuras, coberteiras cinza-azuladas, parte inferior das asas cinza-esbranquiçadas, escapulares pretas, flancos e cauda cinza, partes inferiores brancas, com preto de cada lado na barriga; bico amarelo longo e pesado, olhos e lores amarelos e pernas e pés amarronzados, que ficam de cor laranja intensa a vermelho durante a época de reprodução. Os juvenis apresentam cores mais claras, dorso cinzento acastanhado e ventre branco raiado de negro. Não possuem penacho.

Espécie semelhante à garça-moura (Ardea cocoi). Uma ave com dorso cinza e faixa superciliar negra que se estende até as longas penas nucais.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de peixes, mas não despreza batráquios, répteis, pequenos mamíferos, insetos ou moluscos terrestres e aquáticos. Digere bem as espinhas, mas regurgita os pelos dos roedores na forma de bolas.

Reprodução

Nidifica normalmente em colônias, em cima de árvores, perto da água. Mas pode construir seu ninho em bordas de penhascos, em canaviais ou arbustos, excepcionalmente em casas, pontes, paredes, etc, e até mesmo no chão. O seu ninho é chato, em forma de plataforma. É construído principalmente pela fêmea, usando material trazido pelo macho, frequentemente reutilizado em anos sucessivos. A fêmea põe de 3 a 6 ovos muito claros. Os ovos são cobertos alternadamente pelos dois progenitores durante 25 a 28 dias. Os jovens começam a voar ao fim de 50 dias e abandonam o território dos pais ao fim de 8 a 9 semanas. Os filhotes eclodem de forma assíncrona, ocorrendo competição entre irmãos por alimento, com agressão e até canibalismo, levando os filhotes menores a não sobreviverem, especialmente em anos de escassez de alimentos. Os filhotes mais jovens raramente sobrevivem em ninhadas maiores.

Hábitos

De ampla distribuição geográfica, é encontrada em rios, canais, valas, lagos, lagoas, pântanos, várzeas, campos de arroz, viveiros de peixes, áreas irrigadas e pastagens abertas, ou ao longo da costa, usando deltas, estuários e manguezais. Frequenta praticamente qualquer tipo de água rasa, doce, salobra ou salgada.

Voz: A vocalização mais distinta e comum é um “frarnk” alto e dado em voo, mas também um “vá, vá, vá” em alarme, um “oooo” em agressão e uma versão mais borbulhante em exibição mútua, um “rwo” no anúncio, um “arre, arre” no pouso no ninho, estalos de bicos em saudações e na corte durante a formação de pares.

Distribuição Geográfica

VA (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos). Espécie de ocorrência notável no Brasil, tendo sido registrada em Capitão Poço, no Pará no mês de dezembro de 1973, quando um indivíduo foi capturado. Este espécime havia sido anilhado na França em maio do mesmo ano. A espécie é comumente encontrada no Hemisfério Norte e no Brasil aparece como vagante ocasional. De vasta distribuição geográfica, encontrado na Europa, Ásia e África

Ardea cinerea cinerea: maior parte da Europa, África, Ásia e Sri Lanka.

Ardea cinerea firasa: Madagascar.

Ardea cinerea jouyi: grande parte da China (exceto noroeste), Japão, extremo oriente da Rússia, Mianmar, Indochina, Grandes Sundas e oeste das Pequenas Sundas. Mais difundido no inverno, no oeste da Ásia e nas Filipinas.

Ardea cinerea monicae: ilhas ao lado de Banc D`Arguin, Mauritânia.

Referências

Galeria de Fotos